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O Pierrot 4, Devaneio 2

  • Foto do escritor: Diogo Nógue
    Diogo Nógue
  • 22 de fev. de 2007
  • 1 min de leitura

Técnica: Nanquin e pintura digital. (possivelmente pro blog TNT)

Devaneio 2

O triste PierrotOs comuns se jogam na multidãoE assim tentam esquecer a solidão.Mas estão sozinhos e eles sabem.Buscam dessa forma a felicidade.Sabem que será apenas por um breve momentoMas que felicidade não se desfaz no tempo?São manipulados, mas não ligam.Sabem que deve a tudo esquecerSão apenas quatro dias,Não há tempo a perder.Se fantasiam,E tiram as mascaras interna.Cobrindo o rosto para mostrar o que querSem que os outros saibam quem é.Mas há sempre aquele que não sorri na multidão.Se destacando do colorido.Se perder ao relento está em desaninho.É este que não tem o que quer.E nem sabe o que é.Mas esse vazio profundo.Não o deixa achar graça do resto do mundo.E o resto de tudo agora é o nada.Quando as ruas estiverem vazias...E os outros encontrarem suas companhias.Esta ele só a vagar.Dançando leve e tristemente.Dança sem estar contente.Apenas se contentando. Seguindo a corrente.Tem apenas um nome em sua cabeçaEm um sonho em seu coração.Quer encontrar o grande amor,Pra que tudo fique mais fácil,Que as noites sejam mais alegres,E não aja temporal.Com alguém do seu lado no próximo Carnaval.

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